Redescobrindo meu cabelo

Olá pessoas bonitas!!!

Hoje o que venho partilhar com vocês é o redescobrimento do meu tipo de cabelo, antes de qualquer impressão sobre produtos.

Bom, primeiramente eu tenho que vos dizer que “fui enganada”, me enganei e enganei a todos esse tempo todos quanto ao tipo de cabelo que tenho e, este facto, pode ter sido até um pouco prejudicial para a saúde dos meus fios.

Como isso ocorreu?
Muito bem, vamos remontar a minha infância.
Desde que me conheço por gente eu odiava o facto de ter que usar o secador. Isto era, pelo simples facto, de que minha mãe pegava aquela escova de cerdas naturais e, mecha por mecha, o secava pacientemente até os fios ficarem impecavelmente lisos.

Meu cabelo era bem loiro, liso e com uma odiada franja. E o simples pensamento de secar o cabelo me deixava agoniada, apenas pelo facto da demora.

Durante minha infância fora sempre assim. Eu não tinha muita opção.
Mas assim que cheguei na minha pré-adolescência já conseguia impor as minhas vontades (pelo menos quanto algumas coisas), e decidi deixar crescer o cabelo e a franja. Mas nunca tinha me preocupado com grandes cuidados.

Na verdade, houve um tempo, que só porque uma amiga lavava apenas com shampoo, eu também o fazia. Só que não percebia uma grande diferença: ela tinha um cabelo muito liso e pesado (como o cabelo indígena ou oriental), enquanto que o meu era fino e com muito volume. Ai vocês podem imagina a porcaria que ficava,né?

Apenas me dei conta que não podia tratar o meu cabelo da mesma forma que ela tratava o dela, quando eu e mais duas amigas de cabelos igualmente lisos, fomos cortar o cabelo num salão “tipo único”. E quando digo único é porque o cabeleireiro fazia um único corte em todas as pessoas. E nos cabelos lisos ficava espectacular.

Então porque no meu cabelo liso não ficava?

Se calhar, era porque meu cabelo não era tão pesado. Então voltei a lavagem com shampoo e condicionador.

Eu já não tinha franja e meu cabelo crescia sem que eu passasse na porta do cabeleireiro.

Quando mudei para Portugal, continuava a lavagem normal, sendo que morava na praia.

Aos meus 15 anos ele estava pela cintura, com todo o seu peso. Minha família mudou para a serra e eu já não usava o odiado secador, e demorasse o tempo que fosse, deixava-o secar ao natural. Eu sempre tive muito cabelo, que conferia, agora pelo comprimente, muito peso, e por tal, com fracas ondulações, que eu pensava ser puramente um “mal jeito dele”.

Durante os Invernos eu lavava o cabelo de manhã, para não ter que dormir com ele molhado, evitando ficar doente. Mas quem falou que isso resolvia?!
O  frio intenso do inverno coimbrão não perdoava e, quase sempre, eu estava doente.

Da ultima vez, fui parar no hospital e então decidi acabar com minha resistência quanto ao detestável aparelhinho, e comecei a seca-lo normalmente, apenas jogando o ar quente. Era isso que, talvez, fizesse com que as ondulações ficassem fracas, juntamente com o peso.

Tive esse cabelão até os meus 18 anos, quando decidi que estava na hora de mudar.
Era a primeira vez que iria num cabeleireiro aqui em Portugal.

Entrei no salão que ficava perto de casa e pedi para me cortarem o cabelo abaixo do ombro. A moça começou o serviço e terminou com o corte acima do ombro. Eu entrei numa depressão, que vocês não fazem ideia. Era um corte recto e, mesmo com a finalização de salão, ele ficou bem armado.
e eu, sem experiência nenhuma, não sabia o que fazer dele.
Mas com o tempo o cabelo foi crescendo e minha crise existencial foi passando.

Mas nunca mais deixei o cabelo chegar até a cintura. Mas também não era acima do ombro. Meu maior pânico era o volume.

Em 2005 foi para Itália, mas antes decidi cortar o cabelo de forma a não dar trabalho.
Nesta época havia acabado de abrir outro salão, e lá fui eu! Mas, não sei porque, sempre que eu pedia um corte repicado, havia algum impedimento inexplicável.

E mais uma vez - pela segunda vez - meu cabelo era cortado acima dos ombros.

Lá estava ele armado e, por causa disso, foram mais alguns anos sem passar no cabeleireiro, a não ser para cortar as pontas.

Mas a um ano atrás decidi corta-lo long bob, e a cabeleireira fez a moda dela. E eu saí bela e formosa do salão, muito satisfeita...pelo menos até o dia seguinte. Acordei com "uns jeitos" estranho no cabelo.

Estava horrível!

Em alguns pontos com ondulações, outros um pouco liso...outros frisados. Percebi que não havia volta a dar, se não, voltar a velha e odiada escova após o banho. Tendo o auxilio da, então na moda, chapinha.

Durante um ano inteiro, após sair do banho, a escova e chapinha eram feitas, mesmo quando o cabelo já tinha crescido e perdido o corte.

E eu começava a reparar, pela primeira vez, na falta de brilho e nas pontas duplas.
Desta forma, fiquei a conhecer através de uma farmacêutica as maravilhas da mascara hidratante. Me apresentou uma amostra da marca Vichy (que falarei a seu tempo). E meu cabelo tinha ficado como nunca antes.

Ah!, que maravilha!!!

Corri para comprar a mascara.

Utilizei ela até acabar.

Mas então, já descoberto esse maravilhoso produto, comecei a pesquisar mais, acabando por trocar de marcas. Desde Ultra Suave a Elvive (Elseve no Brasil). E uma experiência com o produto caríssimo da Clairo Professional (que vale o preço salgado).

Problema resolvido! O secador e a chapinha sempre a funcionar após o banho, a menina que era loira e já não é, começa por achar a cor indefinida de seu cabelo atual uma porcaria.

Então tive a ideia genial de ficar ruiva.

Mas eu nunca tinha tingido o cabelo e, após algumas pesquisas decidi procurar “uma profissional”. Cheguei no salão e pedi a cor que eu queria - Igora 7.7. A cabeleireira deu seu parecer, e eu muito tonta, fui na conversa e me lixei a grande.

(Mas essa é uma outra história para outro post. Mas já fica registado que o resultado foi um cabelo estragado e com uma horrível cor indefinida.)

Mas não estávamos falando de cor, mas sim, tipo de cabelo.

Bem, mas depois desse ultimo grande incidente no cabeleireiro, decidi não passar nem na porta de um salão - nem para cortar as pontas.

Mas percebia que essa etapa não poderia ser pulada. O cabelo “sem vida” estava ali e o já conhecido corte de pontas poderia ajudar.

Olhei vários vídeos na Internet de como cortar o cabelo e, cheia de medo, assim o fiz. E pela primeira vez, tinha um corte de cabelo que realmente não me desagradava. Era verão e resolvi deixar secar ao natural. Não queria arriscar o secador. O meu cabelo já tinha levantado a bandeira branca e só agora eu percebia isso.

E então, eis que olhando no espelho vejo varias ondulações definidas aparecerem.

Ondulações como eu nunca havia visto no meu cabelo. Decidi repetir o processo e lá estavam elas com mais definição. Esse facto me agradou bastante, então procurei na net explicações sobre tipos de cabelo e encontrei a Tabela dos diferentes tipos.

Cabelo tipo 2 - Ondulado


tipos de cabelos ondulados
Fonte da imagem: http://www.manualdoscachos.com/2014/04/dicas-para-cabelos-ondulados-tipo-2.html


O meu cabelo se enquadra no 2a-2b...e apenas agora estou tentando novas técnicas para estimular as ondas. Adquiri alguns produtos para cabelos cacheados/ondulados e estou em fase de experiência.

E nesse espaço vou contar como está correndo.

Como vocês podem ver o estado dele não é dos melhores. Assim que começar o tratamento para ver se ele ganha "mais vida", conto para vocês.
Lembrando que a intenção é ajudar e ser ajudada, qualquer dica é muito bem vinda.

Compartilhe:

Deixe um Comentário

2 comentários:

  1. Nossa, eu ainda não tinha visto essa foto do teu cabelo. Que ondas lindas que ele faz! Me lembrou cabelo de sereia!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é Carol, eu gosto bastante da onduçaõa dele, mas a cor ainda me desagrada muito, juntamente com esse aspecto de cabelo desidratado.

      Excluir