Minha história com a rosácea
Não sei se deveria primeiro explicar o que é esta doença. Mas achei que seria desnecessário, visto que basta colocar o nome no motor de busca e vários sites aparecem com a explicação do que se trata. Desta forma, deixarei alguns links que me pareceram mais lúcidos:
http://drauziovarella.com.br/letras/r/rosacea/
https://www.rosacea.org/
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/rosacea
Quanto aos vídeos, não encontrei nenhum que seja de facto satisfatório quanto a uma real solução ao problema. Na verdade são muito vagos. Alguns insistem a uma cura definitiva, por vias de alimentação e alguns cosméticos. Acredito que houve pessoas que conseguiram essa proeza, pois que a cura deste problema não existe de facto, mas apenas um controle que tem que ser seguido a risca. Eu ainda estou nessa busca de controle, dado a alteração de alimentação não ter representado uma saída para mim.
Desta forma, encontro-me presa a programas de cosméticos, e é aqui que está a razão deste sector do blog.
Mas vamos iniciar onde se deve.
Na verdade, há 5 anos eu nem sabia o que era rosácea.
Aos meus 15 anos me mudei para Coimbra, um local de frio e calor extremo em clima muito secos. A minha pele se ressentia nos Invernos e Verões, ficando muito vermelha. Eu apenas atribuía ao calor e ao frio, sem prestar atenção, pois bastava chegar em casa e descansar em local ameno e minha pele voltava ao normal.
No entanto, aos meus 27 anos decidi que deveria me cuidar melhor. Eu, que nem mesmo um creme qualquer passava no rosto... e nem se quer sabia passar uma maquiagem. Para mim, até ali (oh tempo bom!), passar um sabonete qualquer de manhã e a noite era uma rotina maçante mas necessária.
Então, a desavisada aqui, como uma criança, entrara na secção de produtos femininos do supermercado e “fui à caça pelo faro”. O melhor cheiro era do produto esfoliante clean & clear e foi este mesmo que veio para casa.
Era princípio do inverno e eu, com preguiça que tenho de tais rotinas, procurei achar um meio de não perder meu precioso tempo com isso (e é nessa horas que se levanta a mão para o céu, agradecendo que burrice não mata). Decidi que o meio mais cómodo seria usá-lo durante o banho.
Isso levou ao completo desastre!
Na segunda vez que utilizei já estava tudo estragado. O vermelho, que antes desaparecia com facilidade, agora era permanente, com o agravante da sensação de queimadura e coceira, seguida de descamação.
Minha primeira reação foi me dirigir a farmácia e procurar por uma solução. Óbvio que o farmacêutico me empurrou um dos produtos mais caros que ele tinha. Mas eu não estava para gastar quase 40 euros em um creme de rosto.
Ainda não tinha a noção do que era aquela vermelhidão incomoda e permanente, então já por dentro pensava eu que era necessário hidratar, corri para o supermercado e comprei um hidratante da Nivea - um para dia e outro para noite. E assim, pela primeira vez, fazia o tratamento regularmente (grande erro!). Apenas consegui agravar mais o problema e, logo, pequenas borbulhas começaram a surgir.
Sim, a vencedora aqui, conseguira em menos de um mês agravar e pular dois estágios da doença.
Agora, para além da vermelhidão, coceira e descamação... surgiam pequenas borbulhas que doíam muito quando arrebentavam.
Foi desta que perdi amor a 60 euros para consulta e decidi ir em um dermatologista. A única coisa que ele me fez foi empurrar produtos do local onde trabalhava, e que no final não resultaram em nada. Eram produtos à base natural, mas que não recordo nomes, pois foi com muitas amostras que decidi não investir. Parti para um segundo consultório, onde a dermatologista me mandou para uma farmácia, indicando um creme hidratante da marca Avène (Tolérance extrême), juntamente com o sabonete desta marca.
Durante muito tempo andei à volta de hidratantes de farmácia como Avène e La Roche-Posay, bem como diversos procedimentos que não tinham qualquer efeito satisfatório. (Aqui em Portugal esses produtos não se vendem em mercados, e as marcas mais comuns, como Nivea e Dove, não vendem em farmácia mas em mercado)
Apenas há pouco tempo decidi que era preciso eu inventar as minhas rotinas e ver como funcionava na minha pele. Não estava para gastar consulta + quantidades exorbitantes com cosmético.
E de tudo que posso falar, inicialmente, é que não estou dizendo que os cremes hidratantes são inúteis. Muito pelo contrário. Estou dizendo que, talvez, fossem as linhas recomendadas que não eram as melhores para o meu problema.
A minha pele estava sendo tratada apenas como pele muito seca, até então, sem nenhuma melhora.
Foi com a ajuda de um terceiro médico que pude perceber como deveria proceder. Ele apenas olhou para o meu rosto e disse que eu deveria utilizar um antibiótico. A inflamação deveria passar em 6 semanas (e de facto assim foi). Apenas depois desse tratamento eu deveria começar com os cremes.
E é sobre isso que seguiremos neste sector: quais procedimentos e produtos para a redução da rosácea, que no meu caso está dando certo... sem deixar de mencionar aqueles que estragaram tudo. E quem sabe ajudar quem ainda esteja perdido quanto essa doença, que não é fatal, mas é muito incômoda.
http://drauziovarella.com.br/letras/r/rosacea/
https://www.rosacea.org/
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/rosacea
Quanto aos vídeos, não encontrei nenhum que seja de facto satisfatório quanto a uma real solução ao problema. Na verdade são muito vagos. Alguns insistem a uma cura definitiva, por vias de alimentação e alguns cosméticos. Acredito que houve pessoas que conseguiram essa proeza, pois que a cura deste problema não existe de facto, mas apenas um controle que tem que ser seguido a risca. Eu ainda estou nessa busca de controle, dado a alteração de alimentação não ter representado uma saída para mim.
Desta forma, encontro-me presa a programas de cosméticos, e é aqui que está a razão deste sector do blog.
Mas vamos iniciar onde se deve.
Na verdade, há 5 anos eu nem sabia o que era rosácea.
Aos meus 15 anos me mudei para Coimbra, um local de frio e calor extremo em clima muito secos. A minha pele se ressentia nos Invernos e Verões, ficando muito vermelha. Eu apenas atribuía ao calor e ao frio, sem prestar atenção, pois bastava chegar em casa e descansar em local ameno e minha pele voltava ao normal.
No entanto, aos meus 27 anos decidi que deveria me cuidar melhor. Eu, que nem mesmo um creme qualquer passava no rosto... e nem se quer sabia passar uma maquiagem. Para mim, até ali (oh tempo bom!), passar um sabonete qualquer de manhã e a noite era uma rotina maçante mas necessária.
Então, a desavisada aqui, como uma criança, entrara na secção de produtos femininos do supermercado e “fui à caça pelo faro”. O melhor cheiro era do produto esfoliante clean & clear e foi este mesmo que veio para casa.
Era princípio do inverno e eu, com preguiça que tenho de tais rotinas, procurei achar um meio de não perder meu precioso tempo com isso (e é nessa horas que se levanta a mão para o céu, agradecendo que burrice não mata). Decidi que o meio mais cómodo seria usá-lo durante o banho.
Isso levou ao completo desastre!
Na segunda vez que utilizei já estava tudo estragado. O vermelho, que antes desaparecia com facilidade, agora era permanente, com o agravante da sensação de queimadura e coceira, seguida de descamação.
Minha primeira reação foi me dirigir a farmácia e procurar por uma solução. Óbvio que o farmacêutico me empurrou um dos produtos mais caros que ele tinha. Mas eu não estava para gastar quase 40 euros em um creme de rosto.
Ainda não tinha a noção do que era aquela vermelhidão incomoda e permanente, então já por dentro pensava eu que era necessário hidratar, corri para o supermercado e comprei um hidratante da Nivea - um para dia e outro para noite. E assim, pela primeira vez, fazia o tratamento regularmente (grande erro!). Apenas consegui agravar mais o problema e, logo, pequenas borbulhas começaram a surgir.
Sim, a vencedora aqui, conseguira em menos de um mês agravar e pular dois estágios da doença.
Agora, para além da vermelhidão, coceira e descamação... surgiam pequenas borbulhas que doíam muito quando arrebentavam.
Foi desta que perdi amor a 60 euros para consulta e decidi ir em um dermatologista. A única coisa que ele me fez foi empurrar produtos do local onde trabalhava, e que no final não resultaram em nada. Eram produtos à base natural, mas que não recordo nomes, pois foi com muitas amostras que decidi não investir. Parti para um segundo consultório, onde a dermatologista me mandou para uma farmácia, indicando um creme hidratante da marca Avène (Tolérance extrême), juntamente com o sabonete desta marca.
Durante muito tempo andei à volta de hidratantes de farmácia como Avène e La Roche-Posay, bem como diversos procedimentos que não tinham qualquer efeito satisfatório. (Aqui em Portugal esses produtos não se vendem em mercados, e as marcas mais comuns, como Nivea e Dove, não vendem em farmácia mas em mercado)
Apenas há pouco tempo decidi que era preciso eu inventar as minhas rotinas e ver como funcionava na minha pele. Não estava para gastar consulta + quantidades exorbitantes com cosmético.
E de tudo que posso falar, inicialmente, é que não estou dizendo que os cremes hidratantes são inúteis. Muito pelo contrário. Estou dizendo que, talvez, fossem as linhas recomendadas que não eram as melhores para o meu problema.
A minha pele estava sendo tratada apenas como pele muito seca, até então, sem nenhuma melhora.
Foi com a ajuda de um terceiro médico que pude perceber como deveria proceder. Ele apenas olhou para o meu rosto e disse que eu deveria utilizar um antibiótico. A inflamação deveria passar em 6 semanas (e de facto assim foi). Apenas depois desse tratamento eu deveria começar com os cremes.
E é sobre isso que seguiremos neste sector: quais procedimentos e produtos para a redução da rosácea, que no meu caso está dando certo... sem deixar de mencionar aqueles que estragaram tudo. E quem sabe ajudar quem ainda esteja perdido quanto essa doença, que não é fatal, mas é muito incômoda.


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